Curando o Curador – Parte II

15/10/2015
Parte II – CORPO DE DOR E PRESENÇA

Nós vivemos uma espécie de apego ao corpo de dor. Muitas vezes o corpo de dor nos silencia e nos salva. O silêncio é uma forma de lidar com uma dor difícil que está dentro de nós.
Só que o silêncio cobra a consciência individual (Quem sou eu?).
Primeiramente se torna um sintoma emocional e depois gera bloqueios, perturbando nossa relação com o mundo e com pessoas ao nosso redor.
Rompendo o silêncio, eu consigo encontrar a minha presença no meu centro, talvez seja apenas uma amostragem do caminho a seguir. É algo que agente precisa tomar como um foco ou direção.
Estar presente às vezes é muito difícil, porque indica que eu preciso sentir, expressar sentimentos e na nossa sociedade somos treinados a não sentir.
O nosso silêncio contém a Criança Interior, que é frágil, sensível, e sente muito medo, pois não se sente segura nesse mundo…
O trabalho com o “corpo de dor” tem a ver com encontrarmos o centro, dentro de nós. E com a única vida que temos; nós queremos estar presentes nela. Não é?
Estar “presente” é dizer SIM para minha realidade, tornando possível ser fiel e leal a mim mesma(o).
Estar no centro é assumir a responsabilidade pela manutenção da própria vida.
É nossa presença consciente que rompe a identificação com o “corpo de dor”.
Eu estou vivo.
Eu estou aqui.
Eu sou um(a) sobrevivente.
A busca é ESTAR PRESENTE.
Estar vivo, estar vivo emocionalmente…

Comentários