A sintonia no campo sistêmico

06/06/2015

O condutor de uma constelação permite ser guiado por um movimento do espírito em todo o caminho e a cada passo.

Este movimento nos guia para saber com quem podemos trabalhar, até onde podemos ir e quando precisamos parar.

Concordância com tudo e todos, assim como são, sem julgamentos, com respeito e amor

Sem se preocupar,pois reconhece todos como sendo guiados por este movimento do espírito independente de seu destino e sua culpa. Sem imagens internas a respeito do que deve ser certo ou errado para o outro.Por isso ele está aberto a qualquer indicação que lhe é dada, através de sua observação cuidadosa e da sua sintonia com os movimentos do espírito, sendo encarregado de segui-la.

“A sintonia é a percepção que vem de dentro, em um sentido amplo. A sintonia também esta direcionada a uma ação, de maneira semelhante a intuição, principalmente a uma ajuda que conduz a ação. A sintonia permite que eu entre na mesma vibração do outro, que chegue a mesma faixa de onda, sintonize com ele e, assim entenda-o. Para entende-lo, preciso também entrar em sintonia com sua origem, principalmente com seus pais, mas também com seu destino, suas possibilidades, seus limites também com as conseqüências de seu comportamento suas culpas e, finalmente com sua morte. Em sintonia, eu me despeço de minhas próprias intenções, meu julgamento, meu superego e daquilo que ele quer do que eu devo e preciso fazer: eu chego a mesma sintonia comigo e com o outro. Dessa forma, o outro também pode entrar em sintonia comigo, sem se perder, sem precisar ter medo de mim. Também posso estar em sintonia com ele e permanecer em mim mesmo. Não me entrego a ele, em sintonia com ele conservo a distancia e, exatamente por isso posso perceber precisamente o que eu posso e devo fazer, quando eu o ajudo. Por isso a sintonia é também passageira. Dura somente o tempo que dura a ação de ajuda. Depois disso cada um volta á sua vibração especial. Por isso, não existe na sintonia transferência nem contratransferência, nem a chamada relação terapêutica, portanto nenhuma tomada de responsabilidade pelo outro. Cada um permanece livre do outro”

Bert Hellinger – Ordens da Ajuda, ed. Atman

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